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SOLO 

DE GUERRA

(PE)
com CLEYTON CABRAL 
DIREÇÃO: LUCIANA PONTUAL

28 de maio - 19H30 >

teatro marco camarotti

O Brasil é o país que mais mata LGBTs no mundo. Foi com esta premissa que o ator Cleyton Cabral procurou a diretora Luciana Pontual para juntos, criarem o espetáculo. Em Solo de Guerra, o artista discute a homofobia e suas consequências revelando memórias pessoais misturadas às experiências coletivas. A dramaturgia foi construída em processo. Cleyton levava uma cena nova a cada ensaio e os dois trabalhavam a partir dali. É a estreia de Cleyton nos solos, que também assina a dramaturgia e a produção do espetáculo. Também é a primeira direção de Luciana Pontual, integrante do Doutores da Alegria Recife. Os dois já dividiram o palco como atores algumas vezes.

“A guerra aqui é só uma metáfora para falar da guerra que enfrentamos todos os dias por sermos quem somos. O conflito se inicia quando insistem em nos padronizar, nos colocar na caixinha “normal” para podermos ser aceitos. Eu não quero ser aceito. Em tempos em que a palavra empoderamento está tão em evidência e ao mesmo tempo gasta, é que decidi usá-la. Para enfrentar esta sociedade machista, que mata tantos de nós apenas por sermos “diferente”. Sempre terei o prazer de ser transgressor e revolucionário. Na vida e na arte. Esse espetáculo é um grito, mas também é um abraço.”, defende Cleyton.

Para Luciana Pontual, “pisar nesse Solo foi como entrar em um labirinto: ter mais perguntas que respostas. E que bom que o teatro nos coloca nesse lugar de provocação. A partir da dramaturgia que ia sendo construída a cada ensaio, eu fui me colocando como espectadora. As palavras vinham cheias de silêncio, mesmo quando gritavam. O vazio como território para explorar possibilidades. Criar é se sentir genial e falho. Humano, demasiado humano. É ver, olhar de novo e enxergar de olhos fechados. Esse espetáculo é cheio de afeto. Entrei nessa guerra cercada de aliados. Inteira e de peito aberto.”

SINOPSE

Um homem em pé de guerra com o seu passado e o mundo que o cerca. Um corpo que guarda o que as palavras dizem abertamente. A guerra aqui é travada entre soldadinhos verdes e Barbies. É um grito de amor, e o amor é o que sempre desejou.  No fim, entre tiros e bombardeios, o que resta é dançar até que a noite termine.

FICHA TÉCNICA

 

DRAMATURGIA E ATUAÇÃO: Cleyton Cabral 

DIREÇÃO: Luciana Pontual

CENÁRIO E CRIAÇÃO DE OBJETOS CÊNICOS: Álcio Lins

DESENHO DE LUZ: Naná Sodré

FIGURINOS: Paulo Pinheiro

CRIAÇÃO DOS BONECOS: Fábio Caio

COREOGRAFIA: Lilli Rocha

OPERADOR DE LUZ: Fábio Calamy

CONTRARREGRA: Carlos Macêdo

PROJETO GRÁFICO: Carlos Macêdo e Vinicius Batista

FOTOS: Ricardo Maciel                                            

PRODUÇÃO: Cleyton Cabral

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 anos

DURAÇÃO: 45 minutos